“Existe duas dores de amor. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.”
“Dizem que o tempo cura todas as feridas. Mas quanto maior é a perda, mais profundo é o corte. E mais difícil é o processo para ficar inteiro novamente. A dor pode desaparecer, mas as cicatrizes servem como lembrete do sofrimento. E o deixam preparado para nunca mais ser ferido. Enquanto o tempo passa… Nós nos perdemos em meio à distrações. Agimos por frustração, reagimos agressivamente, nos entregamos à ira. Durante todo o tempo tramamos, planejamos e esperamos ficar mais fortes. E sem que percebamos, o tempo passa. E estamos curados, prontos para começar de novo.”